quinta-feira, setembro 21, 2006

Lá por volta de 1986, eu o Marcos, o Thadeu e o Sérgio Viralobos publicamos um livro chamado “Perolas aos poukos & Erdeiros do azar”, que tem o capítulo “Odiário Político”, de onde extraí o poema abaixo.


DEMOCRACIA

"declaro agora o carnaval
repitam a sobremesa
e antes do cair do sol
acabe-se a pobreza"


(Beto Trindade/Roberto Prado)


o povo desse povoado
resume tudo num refrão
"só dá ladrão, só dá ladrão"
mas sempre vota no mais votado

o povo é mais um na multidão
não vejo ninguém do meu lado
patife, pilantra, escroque, deputado
são sinônimos de rufião

"o povo não merece perdão"
pensa o general desde soldado
"o exército não tem salvação"
diz o povo de rabo espichado

esse povo nasceu no país errado
só existe em dia de eleição
e ainda assim porque é feriado
e logo voltam à sua nação

(Marcos Prado, Roberto Prado, Antonio Thadeu Wojciechowski)

Um comentário:

Fraga disse...

Na mosca!
(E o mosqueiro
só aumenta
o mérito)